
Fátima Fróes iniciou a apresentação do Gregório de Matos pelo lado de fora do teatro para dar uma visão histórica do local. Ao lado direito está o Cine Teatro Guarani, fundado em 1917, que se tornou a principal porta de entrada para as novidades culturais mundiais. Em 1982, após uma reforma, passou a se chamar Cine Glauber em homenagem a um dos mais importantes cineastas brasileiros. Também ao lado direito fica a antiga sede do Jornal A Tarde e ao lado esquerdo a Igreja da Barroquinha.
Atualmente o Cine Glauber e a Igreja da Barroquinha passam por reformas e passarão a integrar novamente os equipamentos culturais de Salvador em funcionamento. O Cine Glauber desativado desde 1998 acomodará o Unibanco Arteplex Glauber Rocha com salas que combinam o conforto e qualidade tecnológica do sistema multiplex a uma programação voltada principalmente para o cinema alternativo e de arte e depois de 23 anos em ruínas causadas por um incêndio em março de 1983, a Igreja da Barroquinha será transformada no Centro Cultural da Barroquinha que será um espaço para exposições, apresentações de teatro, dança e música. A reforma, conduzida pela Gerência de Sítios Históricos da Fundação Gregório de Matos é patrocinada pela Petrobrás que através da Lei Rouanet investiu R$ 4,5 milhões.
Após a conclusão das obras do Espaço Cultural da Barroquinha, o Teatro Gregório de Matos também deve passar por reforma, pois as arquibancadas estão sem rodas e as cadeiras não são adequadas, dentre outras melhorias. A previsão é que as obras do Cine Glauber sejam concluídas em maio e as do Centro Cultural da Barroquinha em Julho, mas Fátima Fróes acredita que só estarão prontas em julho e dezembro respectivamente. Também está prevista a reforma da antiga sede do jornal A Tarde que abrigará um hotel.
O teatro, construído em 1986, foi idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi e ocupa o prédio do histórico cassino Tabaris na praça Castro Alves. Apresenta uma proposta inovadora, pois não possui palco fixo. A sua escada e janela são consideradas obras de arte e durante todo o ano turistas vão ao teatro apenas para fotografá-las. No foyer, funciona a galeria da Cidade, um espaço amplo para exposições e performances artísticas. No início, o prédio também era a sede administrativa da fundação Gregório de Matos que posteriormente foi transferida para um outro local.
Com as reformas e iniciativas Fátima acredita que o local se torne menos perigoso. Atualmente verifica-se um alto nível de criminalidade no local, além da grande quantidade de mendigos. No momento, para a realização de espetáculos, a direção do teatro solicita reforço extra da polícia militar no local e busca uma melhor iluminação. Ao lado do teatro fica o Beco do Mijo, onde o teatro faz algumas intervenções na tentativa de mudar o aspecto do local onde ao fundo ficam algumas residências. Outro problema da região é falta de linhas de ônibus, o que acaba prejudicando àqueles que não possuem carro.
Mesmo sobre essas circunstâncias a peça atualmente em cartaz, Barrela1, está tendo um público que varia entre 80 a 100 espectadores, o que é considerado um bom público para a capacidade do equipamento.
O teatro é muito apreciado para a realização de espetáculos de dança, mas não só abriga esse tipo de espetáculo. Hoje a Fundação é responsável e parceira de inúmeros projetos como o Pontão Cultural2 , Rede Brasil, espia Salvador, Viva Capoeira, site http://www.avisala.salvador.ba.gov.br/ , centro de estudos Sofia, dentre outros. Atualmente, em parceria com o professor Serafim, ministra cursos de documentários para alunos de comunidades carentes que tenham entre 16 e 29 anos. Os equipamentos foram adquiridos através de leis de incentivo do Governo Federal para o Áudio Visual e têm como objetivo cuidar da memória de cada bairro. Também está sendo estudada uma parceria com a escola de arquitetura para um projeto chamado Estudo em Cena, que visa discutir os equipamentos culturais de salvador, pois verifica-se alguns erros de estrutura de alguns teatros da cidade.
Dentre os projetos do Gregório para o próximo ano, está uma participação mais efetiva no carnaval. Em 2007, foi montado na praça Castro Alves o palco do Hip Hop + música eletrônica visando diversificar a cena musical de salvador nesse período. O projeto, sob a coordenação da fundação Gregório de Matos, teve DJ’s, grafitte e dançarinos de break de onze bairros da cidade.

Ao fim da visita, fomos as obras do Centro Cultural da Barroquinha, o que nos deu uma visão sobre a importância do local, que foi vizinho do terreiro de mãe Yiá Nassô, que deu origem aos três principais terreiros de candomblé da nação Ketu - Gantois, Casa Branca e Ilê Axé Opô Afonjá.
1 Barrela foi o primeiro texto escrito pelo polêmico autor de teatro Plínio Marcos, já falecido. A peça retrata a situação do sistema penitenciário do Brasil, levando o público a refletir sobre problemas tão atuais, apesar do texto ter sido escrito em 1958.
2 Com o nome de Escola-Rede Municipal de Cultura, o Pontão tem o objetivo de reunir e valorizar as diversas manifestações e linguagens culturais de Salvador.
A proposta abrange três iniciativas na área cultural da capital baiana. Uma delas é o lançamento de edital que contempla 20 projetos culturais ligados aos segmentos de Informática e de Audiovisual em bairros de Salvador. Outro produto do Pontão é a publicação da revista Cultura no Ponto, que divulga e fortalece a rede de Pontos de Cultura de Salvador. A revista tem 70 páginas, tiragem mensal e será distribuída gratuitamente em escolas e bibliotecas. Sua primeira edição marca a produção cultural dos bairros de Águas Claras, Engomadeira e Vila Canária. Produzida pelas lideranças comunitárias e editorada pela FGM, a publicação se concentra em quatro focos temáticos, divididos por artigos de acadêmicos de referência.
Atualmente o Cine Glauber e a Igreja da Barroquinha passam por reformas e passarão a integrar novamente os equipamentos culturais de Salvador em funcionamento. O Cine Glauber desativado desde 1998 acomodará o Unibanco Arteplex Glauber Rocha com salas que combinam o conforto e qualidade tecnológica do sistema multiplex a uma programação voltada principalmente para o cinema alternativo e de arte e depois de 23 anos em ruínas causadas por um incêndio em março de 1983, a Igreja da Barroquinha será transformada no Centro Cultural da Barroquinha que será um espaço para exposições, apresentações de teatro, dança e música. A reforma, conduzida pela Gerência de Sítios Históricos da Fundação Gregório de Matos é patrocinada pela Petrobrás que através da Lei Rouanet investiu R$ 4,5 milhões.
Após a conclusão das obras do Espaço Cultural da Barroquinha, o Teatro Gregório de Matos também deve passar por reforma, pois as arquibancadas estão sem rodas e as cadeiras não são adequadas, dentre outras melhorias. A previsão é que as obras do Cine Glauber sejam concluídas em maio e as do Centro Cultural da Barroquinha em Julho, mas Fátima Fróes acredita que só estarão prontas em julho e dezembro respectivamente. Também está prevista a reforma da antiga sede do jornal A Tarde que abrigará um hotel.
O teatro, construído em 1986, foi idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi e ocupa o prédio do histórico cassino Tabaris na praça Castro Alves. Apresenta uma proposta inovadora, pois não possui palco fixo. A sua escada e janela são consideradas obras de arte e durante todo o ano turistas vão ao teatro apenas para fotografá-las. No foyer, funciona a galeria da Cidade, um espaço amplo para exposições e performances artísticas. No início, o prédio também era a sede administrativa da fundação Gregório de Matos que posteriormente foi transferida para um outro local.Com as reformas e iniciativas Fátima acredita que o local se torne menos perigoso. Atualmente verifica-se um alto nível de criminalidade no local, além da grande quantidade de mendigos. No momento, para a realização de espetáculos, a direção do teatro solicita reforço extra da polícia militar no local e busca uma melhor iluminação. Ao lado do teatro fica o Beco do Mijo, onde o teatro faz algumas intervenções na tentativa de mudar o aspecto do local onde ao fundo ficam algumas residências. Outro problema da região é falta de linhas de ônibus, o que acaba prejudicando àqueles que não possuem carro.
Mesmo sobre essas circunstâncias a peça atualmente em cartaz, Barrela1, está tendo um público que varia entre 80 a 100 espectadores, o que é considerado um bom público para a capacidade do equipamento.
O teatro é muito apreciado para a realização de espetáculos de dança, mas não só abriga esse tipo de espetáculo. Hoje a Fundação é responsável e parceira de inúmeros projetos como o Pontão Cultural2 , Rede Brasil, espia Salvador, Viva Capoeira, site http://www.avisala.salvador.ba.gov.br/ , centro de estudos Sofia, dentre outros. Atualmente, em parceria com o professor Serafim, ministra cursos de documentários para alunos de comunidades carentes que tenham entre 16 e 29 anos. Os equipamentos foram adquiridos através de leis de incentivo do Governo Federal para o Áudio Visual e têm como objetivo cuidar da memória de cada bairro. Também está sendo estudada uma parceria com a escola de arquitetura para um projeto chamado Estudo em Cena, que visa discutir os equipamentos culturais de salvador, pois verifica-se alguns erros de estrutura de alguns teatros da cidade.
Dentre os projetos do Gregório para o próximo ano, está uma participação mais efetiva no carnaval. Em 2007, foi montado na praça Castro Alves o palco do Hip Hop + música eletrônica visando diversificar a cena musical de salvador nesse período. O projeto, sob a coordenação da fundação Gregório de Matos, teve DJ’s, grafitte e dançarinos de break de onze bairros da cidade.

Ao fim da visita, fomos as obras do Centro Cultural da Barroquinha, o que nos deu uma visão sobre a importância do local, que foi vizinho do terreiro de mãe Yiá Nassô, que deu origem aos três principais terreiros de candomblé da nação Ketu - Gantois, Casa Branca e Ilê Axé Opô Afonjá.1 Barrela foi o primeiro texto escrito pelo polêmico autor de teatro Plínio Marcos, já falecido. A peça retrata a situação do sistema penitenciário do Brasil, levando o público a refletir sobre problemas tão atuais, apesar do texto ter sido escrito em 1958.
2 Com o nome de Escola-Rede Municipal de Cultura, o Pontão tem o objetivo de reunir e valorizar as diversas manifestações e linguagens culturais de Salvador.
A proposta abrange três iniciativas na área cultural da capital baiana. Uma delas é o lançamento de edital que contempla 20 projetos culturais ligados aos segmentos de Informática e de Audiovisual em bairros de Salvador. Outro produto do Pontão é a publicação da revista Cultura no Ponto, que divulga e fortalece a rede de Pontos de Cultura de Salvador. A revista tem 70 páginas, tiragem mensal e será distribuída gratuitamente em escolas e bibliotecas. Sua primeira edição marca a produção cultural dos bairros de Águas Claras, Engomadeira e Vila Canária. Produzida pelas lideranças comunitárias e editorada pela FGM, a publicação se concentra em quatro focos temáticos, divididos por artigos de acadêmicos de referência.
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