segunda-feira, 7 de maio de 2007

Texto: Políticas públicas para o livro e a leitura na sociedade da informação e sua influência na indústria editorial de Salvador.

O texto em questão, trata da relação livro, editoras e leitura. Com base em pesquisas nacionais e locais o texto aborda as políticas de incentivo à leitura e seus reflexos na indústria editorial de Salvador.
Um dos obstáculos para um programa de leitura eficiente está num setor que interfere na vida e na sociedade como um todo-a educação. O atual governo propõe elevar o índice de leitura dos brasileiros através da abertura de livrarias e financiamento à editoras, além do Programa Nacional do Livro (PNLL),que visa zerar o Número de municípios sem bibliotecas,mais a aquisição de 2.500 títulos para cada biblioteca implantada sendo 2.000 caracterizados como acervo básico e 500 adquiridos nos próprios Estados,visando a manutenção das culturas regionais e o fortalecimento das editoras regionais.
Segundo dados do INEP o Brasil possui mais de 16 milhões de analfabetos sendo que 50% se concentram na região Nordeste, fato que reflete o baixo desenvolvimento econômico da região e as desigualdades sociais. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), coloca o Brasil como um dos “lanterninhas” em interpretação de textos, distinguindo alfabetização(conhecer o código) de letramento (saber usar e interpretar o código).Com o surgimento de novos meios de informação a questão é ao mesmo tempo colocar os indivíduos em contato com as novas tecnologias, o que se torna um desafio duplo no nosso país.
No Brasil desde o início do século XIX existem políticas públicas voltadas para o livro. Esses programas não são eficientes, pois não há continuidade dos programas por parte dos governos subseqüentes. Temos um apanhado de leis e programas como: Lei Rouanet (lei 8313/91), Lei do Direito Autoral (lei 9610/98), Política Nacional de Livro (lei10. 753/2003), Pronac http://www.minc.gov.br(Programa Nacional de Incentivo a Leitura), Comissão Nacional de Incentivo à Leitura (cenic), a Lei Sarney, etc. todas essas com projetos voltados para o livro e a leitura.
Na Bahia, a Fundação Pedro Calmon desenvolve Políticas estaduais para o livro.
O texto também faz um levantamento sobre a atividade editorial de salvador encontrando 10 editoras privadas, três órgãos públicos que possuem atividade editorial, porem não regulares, e cinco editoras universitárias. A pesquisa atenta para o pouco tempo de existência das editoras soteropolitanas onde 43,75% têm até cinco anos de fundadas, e mais de 56,25% possuem linha editorial definida, mais de 25% publicam apenas autores baianos. Constatou-se também a falta de um conselho editorial na maioria delas, comprometendo a qualidade do produto, mas também possibilitando que autores novos tenham suas abras aceitas. 56,25% das editoras, visando o lucro, utilizam-se do sistema de participação financeira por parte dos autores. 62,5% das editoras são adeptas da co-edição. Apenas 6,25% possuem parque gráfico, e em Salvador, parte das gráficas são consideradas despreparadas e de baixa qualidade se comparando-as com as do Rio de Janeiro e São Paulo.
Continuando a pesquisa com sete editoras privadas e uma universitária e pública associadas à Câmara Bahiana do Livro, todas as editoras disseram conhecer e participar das discussões dos programas desenvolvidos pelo governo, dois se revelaram descrentes devido a região ser pouco beneficiada.Metade dos entrevistados acredita no retorno de investimentos as editoras por desoneração fiscal,podendo acarretar na redução do preço dos livros.Em Salvador, dois entrevistados dizem estar comprometidos, e seis desconhecem e/ou duvidam da seriedade das ações empreendidas pela Câmara Bahiana.Dentre os entrevistados um disse se utilizar da Lei Rouanet, três do Faz Culturahttp://www.fazcultura.ba.gov.br, e quatro se dizem desestimulados pela burocracia, além da falta de controle sobre a aplicação de recursos públicas.
Do Programa Fome de Livro somente duas editoras participaram seis não escreveram títulos, onde cinco destes disseram não ter conhecimento sobre a abertura das inscrições, um deles disse que não se inscreveu por acreditar que o programa é para formação de leitores.
Com isso conclui-se que, por serem jovens as editoras de Salvador apresentam características que as colocam em desigualdades em relação às editoras do Rio de Janeiro e São Paulo. Elas se mostram também pro ativas diante do governo. Esse Estudo conclui que se faz necessário à implementação de políticas voltadas para as editoras, além, da criação e/ou desenvolvimento de bibliotecas públicas e escolares.

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